17 de xul. de 2017

ARGA DE BAIXO (CAMINHA)

MINISTRO DA CULTURA NA ABERTURA DA ARTE NA LEIRA

Na Casa do Marco, em Arga de Baixo

Luís Filipe de Castro Mendes, ministro da Cultura e o artista Mário Rocha
Foto: F.A.N.L.


Infogauda / Caminha

 O ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, esteve em Caminha o passado dia 15 de julho, para a abertura da edição 2017 da Arte na Leira. A Casa do Marco, em Arga de Baixo, acolhe este ano trabalhos de mais de três dezenas de artistas, nacionais e estrangeiros, nas áreas da pintura, escultura, tapeçaria, desenho, cerâmica e fotografia. 

 Até ao dia 20 de agosto vai ser possível visitar a Arte na Leira, admirar e adquirir obras de arte, mas também conviver com os artistas e participar no programa de animação que brevemente será anunciado. Visitar a Casa do Marco, ao longo deste período, é também uma oportunidade para subir a lindíssima Serra de Arga e tomar contacto com a arte num cenário natural e raro.    

 Esta é uma mostra única. A Casa do Marco e a sua leira, no meio da serra, transformam-se por esta altura numa galeria de arte moderna. Visitantes e aldeões cruzam-se num espaço genuinamente rural, sem preconceitos, com uma naturalidade que distingue o evento. Como escreveu Miguel Alves, a qualidade das obras, a par desta singularidade, são caraterísticas distintivas. O promotor, o artista Mário Rocha, é capaz de "reunir no mesmo espaço intelectuais e pastores, sem que uns e outros experimentem qualquer sensação de desconforto, ao coexistirem lado a lado numa galeria natural e extraordinariamente diferente", conclui o presidente da Câmara Municipal de Caminha.

 Conforme escreveu Miguel Alves, no catálogo da 19ª edição, por esta altura a magia da serra mistura-se com a arte: “a nossa Serra de Arga tem um brilho único que tem conquistado gente de muitas proveniências, que desperta sentimentos e que nos obriga a voltar. Normalmente, os visitantes sentem-se atraídos pela natureza, pela rudeza das pedras, pelas tradições, por uma genuinidade de locais e de gentes que está mesmo aqui à beira, mas que nos permite mergulhar num mundo imenso e diferente do bulício das vilas e das cidades - como por magia”. Mas “todos os anos, pelo verão, é a Arte que encima este fascínio da Serra, em Arga de Baixo, terra de gente boa e de arte moderna por uns dias, nas suas diferentes manifestações, desde logo a pintura e a escultura, dominantes na Arte na Leira, mas sobretudo as telas esmagadoras que saem das mãos do Mário Rocha”, conclui o presidente da Câmara de Caminha.   

De esq. a dir.: O artista Mário Rocha e o presidente da Cámara Municipal de Caminha, Miguel Alves 
Foto: Luis Valadares

 Miguel Alves destaca também a personalidade rara do artista Mário Rocha, sobejamente conhecido e reconhecido e de quem pouco mais há a dizer; que é capaz de “reunir no mesmo espaço intelectuais e pastores, sem que uns e outros experimentem qualquer sensação de desconforto, ao coexistirem lado a lado numa galeria natural e extraordinariamente diferente”. É também o homem que, há 19 anos, teve a coragem de iniciar este percurso pela Serra de Arga, hoje consolidado, mas nessa altura constituiu uma aventura. Homem espontâneo, com a simplicidade que de que só os grandes homens são capazes, Miguel Alves conclui: “obrigado Mário por conservares essa espontaneidade e por a partilhares connosco, na nossa Serra, neste maravilhoso concelho de Caminha”.

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